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terça-feira, 10 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
Futuro não muito distante.
Um dia eu ainda vou morar longe de tudo e de todos, mas perto o bastante pra chegar na cidade grande em menos de uma hora. Eu vou ter um sítio grandão, vou criar três cavalos, seis coelhos, dez galinhas, duas vacas, cinco galos, quatro cachorros e seis gatos. E quatro pelicanos! É, vai ter um lago bem grande, também. Vai ter muito, muito verde, eu vou fazer uma horta nos fundos da minha casinha, vou andar descalça na hora que me der vontade, vou usar aquelas saionas de hippies, ouvir beatles, U2 e os rocks dos anos 80 o dia inteiro. Vou ter uma biblioteca, que vai ser redonda, que nem a do Castelo Rá-Tim-Bum, vai ser até o teto, cheeeia de livros, e o teto vai ser bem longe do chão. Vou ter uma piscina e um deck, para fazer churrasco nos domingos ensolarados. Terei três filhos, eles vão ser naturalistas, e quando falarem "McDonalds" para eles, eles vão rir e perguntar quem é essa pessoa de nome engraçado. Eu vou ter um telefone que só vai fazer ligação para a mercearia do seu Francisco, para a polícia, para o hospital, para os médicos das crianças e para o corpo de bombeiros. Quem quiser, que venha me ver. E eu vou ser muito, muito feliz.
sábado, 24 de outubro de 2009
sonhos e vontades.
Em um dos meus sonos da tarde, essa semana, tive um sonho estranho. Fiquei o resto do dia pensando nele e percebi o quanto mudei (o que espero que seja pelo estresse de “pré-vestibulanda”). No tal sonho, eu e muitas outras pessoas estávamos em uma cidade praiana, minha família e amigos, todos curtindo a praia, risadas, brincadeiras, sol, muito sol. O que me assustou, ao acordar e lembrar do que tinha acabado de ver, foi o fato de todos fazerem o que sentissem vontade. Pessoas da minha família que vejo cheios de obrigação o tempo inteiro, e no sonho, com uma vontade inocente e indo até onde fosse possível para conseguir saciá-la. O que mais me surpreendeu nem foi o sonho em si, mas sim a minha reação quanto a ele. O fato de ter me assustado por todo estarem fazendo simplesmente o que queriam. Aí eu paro e percebo que vivo cheia de obrigações: o calendário do meu celular com todas as datas em negrito por ter algum lembrete do que eu devo fazer. Agenda cheia da vontade dos outros, cheia de expectativas para o futuro. Agenda e cabeça cheias de “tenho que”. Então paro para jogar conversa fora com alguém que não vejo há um bom tempo e vem aquele “e o coração, como anda?”, o único tempo que tenho para pensarem meu coração é quando me fazem tal pergunta (uns três ou quatro segundos para responder), e acreditem: eu não encontro pessoas “sumidas” com frequência, apesar de minha cidade ser uma bila. Daí me vem um momento desses em que interrompo meu interessantíssimo estudo sobre Posição Relativas de blábláblá para lembrar de um sonho que tive e acabo me perguntando onde está aquela menina que era a Bú. Aquela garota que botava seu coração antes de tudo, e agora mal tem tempo para pensar nele. Aquela que se não estivesse feliz com seus sentimentos, mesmo que sem “romances”, não estava bem. Aquela garota que esbanjava sentimento e agora tem que ser lembrada do seu melhor amigo. Não que isso não tenha um lado positivo, os quais posso pensar em comentar depois, mas é estranho demais para mim perceber essa mudança brusca que sofri.
Mudança essa que não vai embora tão fácil, e mesmo se for, não vai completamente. Tenho receio de ter perdido pessoas especiais que perceberam tal jeito antes de mim e não gostaram disso. De tê-los perdido e pensar que ano que vem “vai voltar tudo ao normal”. Mas o que posso fazer se sou um ser (ainda) em constante mudança? Como sempre diz minha companheira de madrugadas de sábado, “Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer tipo de vida e continuar a mesma.”. Faço das palavras de Clarice, minhas. Mas sei que na hora certa, cortarei os defeitos que acho que devo e se meu edifício ruir, estarei pronta para erguê-lo novamente.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Romance ao acaso. II
[...]
- Assim espero.
- Espere sem duvidar. Vai sair daqui em breve?!
- Não. Ainda tomarei um café e terminarei este capítulo de meu livro. Por que a pergunta?
- Preciso sair um pouco... Encontro-lhe na volta?!
- Talvez sim... Talvez não.
- Se não desta vez, outras sei que encontrarei... Volto em breve... – E beija a mão da donzela.
- Espero que volte mais rápido do que o destino
Pouco tempo depois..
- Que sorte a minha, ainda por aqui...
- Voltou antes que imaginava.
- Não faria você esperar por muito mais tempo.. Não conseguiria fazer tal ato.
Ela ri e o pergunta:
- Me acompanha em um café?
- Primeiro você... – E dá passagem para a moça, pux
a sua cadeira e chama o garçom.- O que vai querer?!
- Um capuccino, por favor.
- Dois, por favor... O que gostas de fazer em tuas horas vagas, senhorita inominável?!
- O senhor me encontra no café de uma livraria, e não consegue decifrar?
- Existem muitas formas de lazer, essa em que nos encontramos, imagino eu, seja apenas umas das que você usa.
- Bem imaginado. E certíssimo, por sinal.
- Quais seriam outras formas que lhe agradam então?
- Teatro muito me agrada.
- Que tipo de dramatização mais lhe atrai?!
- Eu procuro ver sempre que posso, reconstruções de antigas peças ou livros.
- As minhas preferidas... clássicas. Há uma peça em cartaz no teatro Principal, talvez, se você quiser , é claro, nós... Poderíamos ir...
- Você convidaria para ir ao teatro, alguém que nem ao menos sabe o nome?
- Desde que esse alguém fosse você? Sim, convidaria..Além do mais, tenho esperança de descobrir sua graça. O tempo necessário para isso... O momento, já não me importa.
- Suas respostas tem o dom de me persuadir, confesso. Não iria à lugar algum com um “estranho”, mas por que não me jogar na direção do vento, não é mesmo? Irei com prazer.
- Oh, fantástico... A peça fica em cartaz até a próxima semana... Poderia buscá-la na sexta à noite, se aceitar!?
- Claro, não vejo problemas.
- São perto das oito horas. Já é tarde. Me impressiona como o tempo voa quando estamos em boa companhia... – Pede a conta.
- Oh, realmente, muito tarde. Mas moro perto daqui, chegarei rápido, e ainda apreciando a brisa que sempre passa a essa hora da noite.
- Poderia acompanha-la até em casa!?
- Me sentiria agradecida.
Ao sair, ele olha pro céu, uma lua cheia os ilumina. Ela fecha os olhos, levanta a cabeça e abraça o livro.
Ele diz:
- Olhe q lua maravilhosa! O céu da noite me encanta...
- Essa brisa me acalma. Nada melhor que caminhar por ela. A Lua... Ela faz parte dos melhores momentos da minha vida, ou quase todos.
- Lua,, reflexo da luz do mundo...A lua para mim, é sinal de coisas boas... E ainda se não fosse, após essa noite, ela assim ficaria marcada.
- "Reflexo da luz no mundo”, ela ilumina nada mais que o necessário. O céu me encanta, seja em que hora do dia for. É a única coisa que, por mais que os homens destruam tudo na terra, não consegue tirar a sua beleza.
- Tens razão...tão perto q nos toca a alma, mas longe o suficiente para q n consigam destruí-lo... Que bobeira a minha. Que livro tens nas mãos?!
- Bobeira? Absolutamente. Tudo que você diz encaixa perfeitamente nas minhas percepções. Ah, o livro? Uma das obras de Dotoiévski. Conhece?
- Não... Digo, já ouvi falar.. Mas confesso que não tive o prazer de tal leitura, apesar de ouvir comentários positivos.. Está gostando?!
- Muito! Ele mistura todos os gêneros literários em um livro só. Um capítulo só, uma página só! Encantador. Se quiser, lhe empresto o meu quando terminar de ler.
- Adoraria...
- É aqui
- Sabe o que mais me encanta em ti?! Essa transparência sem exageros, esse mistério, mas confesso...Enlouquecerei na espera de sexta feira...
Ela baixa a cabeça com vergonha, e ele diz:
- Ao menos me ajude a descobrir seu nome...
- A lua.
Ela entra pelo portão e sobe a escada que vai para a sua casa.
- Sexta feira... Passo às cinco.
- Esperarei pelo senhor.
- Esperarei ansioso... E a senhorita não tem idéia do quanto...
Ela sobe a escadaria, abre a porta, olha para trás, ainda abraçada com seu livro, sorri e entra.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Romance ao acaso.

- Com licença, a senhorita vem sempre aqui?!
- Sim, até demais. E o senhor?
- Só nas horas vagas.
- Hoje em dia, para termos hora vaga, precisamos de mais 24 horas, não é.. qual é seu nome?
- O meu?! Toni. O da senhorita...?
- Tente adivinhar...
- Assim não vale!
- ...
- Vamos lá... Nada custa.
- Concordo plenamente! Mas Nadacusta é o nome de minha avó, o senhor está começando bem...
Risos.
- O que a senhorita faz?
- Eu tento estudar. Eu juro que tento, Toni. (posso lhe chamar assim, não é?)
- Claro que pode...
- E você, o que faz?
- Eu faço o mesmo que a senhorita, e quando não estou em aula, trabalho... E como posso chamar você?!
- Neta da senhora Nadacusta.
- Nadacusta neta?! Está certo..
- Vou ficar sem o nome de tão interessante criatura?! – E deu à moça, uma rosa vermelha.
- As coisas muito fáceis nunca têm graça. Agradecida pela flor. Se valer mesmo à pena, o destino nos cruzará outra vez. E aí, quem sabe você não descubra!
- A senhorita me deu esperanças... Mesmo que dificilmente, talvez eu descubra.
- Talvez sim.
- ...
- Talvez não.
- Hum.. Menos mal...E dependeria do quê, então?!
- Do destino!
- Se jogar assim ao vento nos deixa exageradamente expostos...
- E para que melhor? A incerteza do vento.
- Ok , ok... Me contento com tua vista, mesmo sem saber de sua graça...
- Se contenta com tão pouco, senhor? Deste modo não há destino que dê jeito.
- Me contento, por enquanto..
- Assim está melhor.
- Sei que a hora de descobrir mais sobre a senhorita chegará. E você verá... Não tardará tanto este momento.
continua...
Nota: Esse texto foi feito por mim e um amigo muito especial. O que uma tarde de bobeira não faz, hein? A escrita saiu sem querer, e quando vi, tinha uma história muito bonita e queria que vocês também a vissem. Se ele me permitir, ainda postarei algum (ou mais de um) texto dele; tenho certeza que, além de mim, vão pedir para ele fazer um blog, também. Tatão, mesmo com os imprevistos, e sem nos vermos tanto como eu gostaria, você é de longe, uma das pessoas que estão na área VIP do meu coração. Como você mesmo diz: nunca duvide disso!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Começo do fim.
Aqui faz frio, as horas não passam e eu vejo quase ninguém, desde que cheguei. De vez em quando passa alguém, apressado, com a cara fechada ou me parecendo confuso. Desculpe se tive que partir assim, tão depressa; o dever me chamou e não havia mais nada que eu pudesse fazer. Nem nos despedimos. Se eu soubesse que não ia mais poder te ver, teria feito tanta coisa, teria aproveitado mais o meu tempo ao seu lado. Entenda, precisaram de mim por aqui, e algo dentro de mim diz que só poderei te ver quando você vier ao meu encontro, ou nos meus melhores sonhos. Mas não me arrependo de nada que fiz ou deixei de fazer enquanto estava por aí, felizmente. Até agradeço por o destino ter me feito tomar certas atitudes, que, algumas vezes, machuquei alguém. Só longe assim pude ver que os fins justificam os meios. Te peço que não se sinta mal ou triste quando pensar
Se estou te enviando essa carta que mais parece uma intimação (me desculpe, é mais forte que eu), é porquê eu sei que só você faria tudo exatamente como eu faria. E que, quando finalmente nos encontrarmos, te direi tudo que não coube nesse papel, te abraçarei e direi aquele Obrigado que não conseguiu sair na última vez em que nos vimos. E saiba que eu fui, mas querendo ficar.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
sol, praia, mar, amar. - Parte II
- É lindo, não é? – Disse ele como quem implorava ara acabar com aquela quietude desesperadora. Nunca souber reagir com o silêncio - o mundo gritava dentro dele, como dizia sempre.
- É, talvez.
- Você não está bem. Me conta o que há contigo!
- É que eu caí na real... Por trás de toda beleza há uma dor.
- Como assim? Há dor no mar? Você sempre adorou o mar.
- Há geleiras derretendo, água doce sendo desperdiçada e animais perdendo suas moradias.
- Eu não imaginaria nunca ouvir isso de você. É como ouvir do maior dos otimistas que não há mais jeito de se solucionar algum problema.
- Estou mentindo?
- Não necessariamente, mas se formos olhar por esse lado, nada se salva. Me diz, há dor nessa praia?
- Você nem imagina o quanto.
- Mas tem nós dois, também.
- Exatamente.
- Assim fico confuso. – Ele não sabia se ela se referia à dor ou se tinha entendido o que ele queria expressar. – Ta difícil conversar com você...
- Desculpa, não estou em um dos meus melhores momentos.
- Eu posso ajudar? Por favor, me diz!
- Eu já lhe disse, Noco. – Era o apelido carinhoso que ela o chamava desde que o conheceu, há tantos anos, e nem se lembrava mais o por que do nome.
- O lado bom é que tem um casal que se gosta.
- Vários.
- Nós.
A garganta de Anne secou, os olhos se espantaram e ela não sabia o que dizer. O silêncio tomou conta outra vez. A razão lhe dizia que não, mas seu coração lhe implorava por ele, e ela se via completamente perdida. Explodiu:
- Que droga, é sempre assim! Vai embora, por favor.
- Por que, Anne? Falei algo errado?
- Você não sabe o que diz!
- Por que negar algo tão bom?
- Assume, Noco, nós não nos gostamos da mesma maneira.
- Você fala o que acha, nem ao menos sabe o que eu sinto.
- Claro que não sei, você é como um muro de concreto. Impossível ver através. Eu ajo de acordo com suas ações.
- EU TE AMO! O problema surgiu depois das minha vaciladas, eu percebi o que eu precisava, e você nunca me deu outra chance.
- Mais chances? Você nunca parou para conversar sobre o que sentia, Noco.
- É.. mais uma.
- O tempo nem sempre esclarece as coisas.
Ele não agüentou mais a discussão e queria algo que provasse o que dizia. Virou-se para ela e, ao ver seus olhos cheios d’água, quis acalmar a alma daquela garota, que agora via como mulher. Não via outra maneira: deu-lhe um beijo. Um beijo como nunca tinha dado antes. Um beijo em que ela pôde sentir tudo o que estava guardado há tanto tempo. E ela se viu onde sempre quis estar, dentro do coração de seu amado e ele agora fazendo parte da sua vida, não apenas em sonhos ou lembranças.
domingo, 4 de outubro de 2009
sol, praia, mar, amar. - Parte I
No meio da festa, de um fim de semana agitado na casa de praia, ela olha tudo aquilo e percebe que nada adianta tê-lo tão perto dos olhos, naquele lugar maravilhoso, e não poder tê-lo no coração. Seria algum crime querer tentar de novo? Seria mesmo um ato de rebaixamento? Não sabia disso, mas sabia que tinha que sair dali. Estava se sentindo sufocada naquele palacete que lhe dava a impressão de uma caixa de sapato.
Sem avisar a ninguém (nem mesmo a ele), saiu porta à fora, na direção da praia, que não era muito longe; a caminhada até lá ia ajudar a pensar. Passou por ele e nem sequer teve coragem de olhá-lo nos olhos – sabia que ele a olhava, mas dessa vez era como se pedisse “não me olhe, não me torture!” - . Olhou todas aquelas pessoas parecendo tão felizes, mas estava bem como estava, e não era somente a tristeza ou o arrependimento, era também uma reflexão, raros eram os momentos como esse, era uma chance de cair na real e resolver o problema de uma vez por todas. Chegando à praia, naquele lugar paradisíaco, só ela e o mar, os pés na areia tão quente, que a fazia se sentir viva. Usou o chinelo como apoio, sentou-se na areia e simplesmente sentiu o vento, o cheiro da maresia que a fazia se sentir bem de uma maneira que ela não sabia o por que. Pela primeira vez, não quis se preocupar em achar a solução do problema, só queria se sentir viva, como há muito tempo estava procurando. Depois de mais ou menos meia hora, viu uma sombra ao seu lado – pensou que seria seu irmão, preocupado pelo seu sumisso – olhou para trás e enxergou a única pessoa que não queria ver naquele momento. Sim, era ele, olhando para ela com aqueles olhinhos apertados por causa do sol.
- Sumiu de lá sem dizer a ninguém aonde ia... Quem é você e o que fez com Anne?
O silêncio pairou sobre os dois e a resposta veio quase sem querer sair:
- Só precisava sair um pouco de lá, respirar...
- Você está bem? Te conheço e não é de hoje, o que te afliges?
- Nada de novo, não se preocupe. Mas obrigado por se importar, mesmo assim.
Um segundo momento de silêncio aconteceu só que dessa vez durou muito; tanto que os dois pensavam que nunca ia acabar.
[...]
continua...
domingo, 27 de setembro de 2009
Será?
A gente cresce, percebe que nem sempre a vida é um conto de fadas. É tão ruim perceber essa realidade, e ter que acreditar que não se deve acreditar em nada.
Será que é tudo mesmo mentira? Será que as pessoas estão sempre em busca de sair em vantagem ou se aproveitar dos outros? Até que ponto todo mundo têm defeitos?
As pessoas nos fazem acreditar que não existe mais amor à primeira vista, ou nunca existiu. Que romance de super-mercado é coisa de filme de Hollywood. Que se não aconteceu, não era para acontecer e que tentar de novo é perda de tempo. Fizeram-nos agir de acordo com suas leis, que todo mundo quer passar por cima de todo mundo, que não se deve confiar em ninguém, que as pessoas que nós amamos são as que mais nos machucam. Isso seria realmente útil? Só nos faz ficar cada vez mais obcecados por não ser deixados passar para trás, desconfiar do destino e acreditar
Não se pode mais sentar ao lado um do outro em um ônibus e cumprimentar-se, oferecer o seu jornal para o outro também ler, ou o fone de ouvido, quem sabe.
Todo mundo é contra todo mundo, o amor é um jogo e não uma história entre duas pessoas apaixonadas. O orgulho fala mais alto e ganha quem agüentar mais tempo sem ligar. Faz sentido? Acho que o que falta é um pouco mais de inocência, acreditar em si e no outro. Ninguém é tão alguém que não precisa de ninguém, como diriam por aí, e se somos todos baseados em outras pessoas, por que não acreditar nas pessoas que vêm ao nosso encontro futuramente?
Nota: Reabri o blog. O motivo da pausa? Não estava gostando nem um pouco dos meus textos. Mas uns amigos me perguntaram por que fechei, etc e etc, daí pensei que se não me agrada, pelo menos agrada a alguém (ou 'alguéns'). Só acho que não vou poder postar sempre, como antes. Estou tentando dividir meu tempo entre matérias chatas, revisões, curso de redação, vida sozial e Dotoiévski, portanto, esperem um pouquinho mais depois de cada post, ok? beijobeijo.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Justificativa.
...Ou a falta dela.
domingo, 13 de setembro de 2009
achados e perdidos.
Nessa correria do dia-a-dia, seja você um estudante ou advogado bem-sucedido, nós perdemos muitas coisas... E algumas dessas perdas são irreparáveis, inconsoláveis, inaceitáveis...irreversíveis. Você procura por lá, remexe por cá e nada. Sua conta de pulinhos para São Longuinho já passou dos três dígitos e nada. Mas a verdade é que o perdido está sempre onde menos se espera; muitas vezes ao seu lado, ou por baixo daquele monte de panos mofados, esquecidos bem no fundo do seu armário. Só que remexer no que está tão aparentemente bem, quietinho onde você deixou há tanto tempo, dá uma preguiça, não é mesmo? Revirar aquele monte de coisas velhas e empoeiradas desanima e pode também ser muito desagradável. A questão é que é sempre bom fazer uma limpeza profunda no seu armário de coisas “esquecidas”. Promova o desapego, se desfaça de tudo que não serve mais ou que não é mais útil! Encontre o que há tanto está sumido no meio daquela bagunça toda. Se for preciso, relembre, se suje também. Encontre o perdido (que às vezes nem é O perdido, mas um dos perdidos) e o faça ser útil de novo. Só não perca a chance de fazer essa faxina e poder reencontrar grandes paixões antigas, ou as não tão antigas assim, que você fez questão de deixar de lado, as músicas não ouvidas há tanto tempo... No mínimo, você se surpreenderá com o monte de lembranças, e o que antes estava esquecido ou perdido pode, de novo, lhe ser útil e mesmo não sendo mais tão novo, pode despertar o mesmo sentimento que você sentiu quando o ganhou.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
as excessões.
Chego no local onde iria ter duas maravilhosas aulas de professores que vejo uma vez na semana e não tenho a mínima intimidade para fazer sequer perguntas como “por quê?’ ou “mas e se..”. Olho o relógio, cheguei meia hora adiantado, checo a bolsa, que coloquei somente o necessário pois achava que estava atrasada. Esqueci meu livro, estou cansada de ouvir música, vim fazendo isso o caminho inteiro. Não me resta nada além de sentar na arquibancada da quadra e olhar as pessoas que passarem.
Reparo que um garoto passa correndo por mim, como quem vai encontrar alguém que já está lhe esperando há um bom tempo; carrega o caderno, material da aula e um livro que, pela pressa, não me permite ver a capa. O perco de vista quando dobra à direita, onde se encontra a coordenação e volta alguns minutos depois, dessa vez mais devagar.
Só se passaram dez minutos. Faz uma expressão de alívio misturada com frustração; acho que achara que estava atrasado para a aula. Como eu, senta-se a uns dez metros de mim, estranhos não se sentam perto por vontade própria, a aproximação intimida e se ele o fizesse, eu iria achar que era um maníaco ou alguém afim de fazer novas amizades. Muito estranho..e carente.
Puxa o livro, que não me deixa enxergar a capa, de novo. Parece que faz de propósito. E mesmo parado, a distância só me permite ver a cor azul, da cor do livro que eu esquecera. Tenho a mania de analisar as pessoas, seja onde for, e essa é uma oportunidade perfeita para prosseguir com minha mania. Folheia o livro e, pelo visto, precisa comprar um marca-páginas. Lembra onde parou de ler e sorri como quem relembra o desenrolar da história e sente de novo o prazer



