O tempo é o senhor da verdade. Ele nos ensina tanto, tanto. As coisas que acontecem nele, ou que deixam de acontecer. Nos mostra que as aparências enganam, que aquela pessoa que na primeira vista parecia ser legal, simpática, e outras qualidades mais, um tempo depois se transforma somente em mais alguém com defeitos também, e às vezes mais defeitos que qualidades.
O tempo mostra que não vale tudo por certo alguém, e às vezes aquele desejo que você tinha há muito, agora nem faz tanto sentido assim, os prós e os contras aparecem um dia. Ele serve para amenizar as coisas, para esvaziar o coração normalmente tão conturbado, deixar só você e as pessoas que se tem certeza, nunca sairão de lá.
Porque amor é diferente de paixão, e deixar de gostar não significa necessariamente deixar de amar, mas sim se deixar “desapaixonar”. E quem amamos nunca, nunca sairão de nossos corações, mesmo que o tempo passe, quanto quiser. Amor é mais, e nem o coração pode entendê-lo sempre.
Mas, voltemos a falar de tempo... e a falta dele? A falta de um tempo para pensar, para botar as idéias em ordem, para tirar quem temos que tirar daquele lugar especial que tantos tentam entrar e nem percebemos, ou simplesmente para se deixar levar.
O tempo perdido... Ah, inspirador de tantas canções por aí... Você é o dono do seu tempo, então se não deu tempo de tomar certa atitude, dizer o que se pensava na hora em que era propícia, de ser quem realmente queria ser, o responsável por isso não são as condições, mas sim você. Unicamente o dono do seu tempo.
É possível usar o tic-tac dos relógios de muitas maneiras a nosso favor, mas ele também pode nos consumir e, deixando só o tempo levar, encontrar uma bagunça nunca vista antes, dentro e fora de si. O que faz percebermos que cada minuto é especial, essencial e importantíssimo. Portanto, tendo-se controle sobre ele na hora exata, é possível viver da maneira como nos agrada, cada vez mais e melhor. Cabe a você decidir qual é momento propício para recomeçar ou relembrar, quem sabe.






